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Terapia adjuvante

Laserterapia de baixa potência no cuidado de feridas

É uma terapia adjuvante: não substitui o curativo, entra junto com ele quando a avaliação mostra que a ferida precisa de estímulo.

Enf. Irajara Tallamini, COREN-RS 195438

O que é

Laser de baixa potência, também chamado de fotobiomodulação, é a aplicação de luz em dose definida sobre o leito da ferida e a pele ao redor. A energia é baixa: não corta, não queima e não aquece o tecido. O que ela faz é estimular a célula que já está ali a trabalhar.

A aplicação leva poucos minutos, acontece durante a mesma visita da troca de curativo e não exige preparo da família. A dose, a distância e o número de pontos são definidos por protocolo, caso a caso, e ficam registrados no acompanhamento.

Quando costuma ser indicada

  • Ferida que estacionou: o leito está limpo, mas parou de diminuir
  • Lesão dolorosa, em que a dor atrapalha a troca de curativo
  • Ferida rasa e de borda parada, em que falta estímulo para a pele avançar
  • Cuidado da pele ao redor da lesão, quando ela está irritada ou macerada

Indicação nenhuma se define por lista. Estes são os cenários em que a avaliação costuma considerar o recurso; a decisão é sempre da avaliação de enfermagem, e existe ferida em que ele não entra.

O que a gente não promete

Laser não fecha ferida sozinho, não dispensa a limpeza e a cobertura corretas e não corrige a causa da lesão. Se a origem é pressão, circulação ou controle glicêmico, é a causa que manda no resultado. Quem trata a causa é o plano de cuidado inteiro, e o laser é só uma peça dele.

Como isso se apoia na norma

A Resolução COFEN 787/2025 lista o laser de baixa potência entre as terapias adjuvantes que o enfermeiro habilitado pode indicar e prescrever no cuidado de lesões cutâneas. O Parecer Técnico COREN-RS 08/2025, homologado pela Decisão COFEN 23/2026, também reconhece o uso da fotobiomodulação por enfermeiros, com exigência de qualificação específica.

Toda aplicação acontece dentro do Processo de Enfermagem, com protocolo escrito e registro de evolução, sob a responsabilidade técnica de Enf. Irajara Tallamini.

Por que a Tallamini fala disso

Trabalho publicado exatamente sobre este assunto

O responsável técnico é autor de trabalho publicado na Revista Ciência & Humanização do Hospital de Clínicas de Passo Fundo.

TALLAMINI, I.; MARQUES, L. P. S. Processo de cicatrização e efeito da laserterapia de baixa potência.

Mais sobre a formação da equipe em quem vai cuidar, e o panorama das condutas em tratamento de feridas.

Do primeiro contato ao tratamento

Como começa

  1. Você manda uma mensagem

    Conta em poucas linhas o que está acontecendo. Foto ajuda, mas não é obrigatória.

  2. A gente avalia

    A avaliação de enfermagem define o tipo de ferida, a conduta e o plano de cuidado.

  3. O tratamento começa

    Com equipe definida, equipamento incluído e registro de evolução a cada troca.

A avaliação é o primeiro passo.

Conte em poucas linhas o que está acontecendo. A partir daí a equipe diz o que dá para fazer, e como.

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